sábado, novembro 25, 2006



outra viagem me espera
a liberdade
adeus amores e desamores
estou além de mim
já não estou
choro apenas



Libertei os lobos, 
devolvi-te a liberdade

sexta-feira, novembro 24, 2006

Chocolat - No names



...(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
...Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)...


                           Álvaro de Campos
Sem aparente razão
a noite veio mais
cedo.
As abelhas largaram 
as asas
e foram a pé.
Ficou no mel
A doce vertigem
de querer
mais.

quinta-feira, novembro 23, 2006

 

 

quero-te tanto que dói
são lágrimas apressadas
na pressa de te ter.
toco-te
rasga-me a roupa
toca-me
não quero falar do amor
quero só falar-te
sentir-te 
totalmente
num eterno dilúvio
num espasmo
em ti
em mim
dentro de nós
não quero dizer amo-te
quero só estar contigo
dá-me só um beijo chega-me 
mais do que isto.
sente-me.... amanhã
depois de amanhã
tenho pressa do teu corpo.
de fazer contigo o que está por fazer
abraça-me porque te sinto fugir
pede-me que não vá
e eu não vou.
dizes-me que urge o amor
porque me desespera a espera
não te firo
trato as tuas feridas 
deixa-me cuidar de ti
deixa tratar-te as feridas
deixa-me estar contigo amanhã
quero.....te
 
 
 

quarta-feira, novembro 22, 2006

Digo-te adeus como se a despedida
fosse real.
Como se houvesse alguma verdade, 
Nesse adeus.
Como se não houvesse mais...
Perguntas-me se volto e nem sequer chego a ir 
Prendes-me 
... volta,volta-te, volto-me para ti, em ti 
abraça-me como disseste
...volta-te amor, em mim  

terça-feira, novembro 21, 2006

Dizes-me que sentir
É ver por dentro.
Vês? 
Eu vejo-te...
...vê-se tudo...
 


















Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.

Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.

Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!

                                        Alberto Caeiro

 


segunda-feira, novembro 20, 2006

Há muito tempo não amanhecia como hoje.
Brilha mais sol semi-nublado.
E leio as palavras que soltei, em ti. 
Tocas, escreves as tais palavras.
Afogas-me o olhar, de tanto te querer
ver.
Hoje há um outro sentido. Não sei se é o sexto.
Se é o sétimo. Não sei que número tem.
Não está nos manuais de estudo.
É tão novo, e tão meu, que quase assusta.
Não sei descrevê-lo, não sei pensá-lo.
Sinto-o apenas.... e parece que não preciso
de ( quase) mais nada...
 




Hoje há em mim um outro
escrever que devolve o sonho.
Não partas agora que eu estou a chegar.
Só para estar contigo.
Para te mostrar o sonho. 
Para te ver sorrir. Como há muito não o fazias.
Olha, volta não vás embora. 
Eu faço-te rir. Conto-te histórias.
Leio-te Álvaro de Campos, 
ou "Desassossego" que tanto gostas.
Não partas. Vamos ver Fassbinder ou Visconti. 
Eu sei que gostas.
Não chores... Eu faço-te rir. Vá vem daí comigo. Vá dá-me a mão.
Vá vamos, senta aqui bandida. Diz-me a verdade, ou uma mentira.
Diz o que quiseres. Não faz mal. 
Vá vamos por aí.
Olha estou quase a chegar ... Espera não vás....

domingo, novembro 19, 2006

Lisbon revisited (1926)

Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.

Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.

Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...

Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me naufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.

Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.

Outra vez te revejo,
Cidade da minha infãncia pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...

Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.

Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

                                    Álvaro de Campos




here's to you...

 

   

 

from  ....

 

 

All by myself

Zero...

......E eis que chega o zero. O zero à esquerda, porque é assim que escrevo... Eis as interrogações todas matinais Mais uma vez não sei as respostas. Perco-me nesse jogo. ...Um dia destes terei que te descobrir

sábado, novembro 18, 2006

puzzle

Fractais

É um desassossego aritmético Que me multiplica Que te divide Que me subtraí horas de sono Adicionas E chego ao lado imaginário Dos números complexos. A raiz Bestialmente quadrada De menos um Dia sem ti

Dia J

J & J

Good

Morning

Vietcong

sexta-feira, novembro 17, 2006

Bolonha

Hoje vou escrever, sobre outras emoções que também farão chorar as pedras da calçada. Um dia destes recebi um mail de uma colega da faculdade, que pelo vistos enviou o mesmo a todos os colegas, apelando a todos que no dia 15 fossemos vestidos de preto. E porquê? Para protestar contra o processo de Bolonha. E agora eu pergunto o que é que a côr da roupa tem haver com tudo isto? Não sei. Bem, parece que está tudo descontente. Porque agora temos que trabalhar mais. É verdade. E também é verdade que um português, que se preze, não gosta muito de o fazer ( é evidente que há muitas excepções). Nós por cá, queremos muito, muito sair da “cauda da Europa”. Desde que não seja preciso trabalhar muito. Queremos o mestrado integrado, com licenciaturas de três anos. Mas talvez até podessem enviar-nos o “canudinho final”, para casa, ou melhor por mail ( em formado pdf, para não sobrecarregar o sistema). É claro que é muito dificil, principalmente para quem trabalha e estuda e escreve em dezenas de blogs ( eu, por exemplo), entre muitas outras coisas, conseguir fazer tudo isto nas curtas 24 horas do dia. Mas também ninguém me obriga a fazê-lo. É claro que devemos lutar pelos nossos direitos sempre, e em todas as circunstâncias. Mas não temos também de estar conscientes dos nossos deveres? Não deveriamos antes de iniciar pseudo revoluções, esperar e tentar adaptarmo-nos às novas situações? Porque é que não nos revoltamos quando nos informaram que iamos ser integrados no processo de Bolonha? Porque é que ficamos todos contentinhos quando soubemos que a licenciatura seria de 3 anos e dois de mestrado? Ter-nos-á passado pela cabeça, que iria ser mais fácil? Nessa altura é que nos deviriamos ter manifestado, de preto, de branco, de vermelho, ou até mesmo todos nús ( que era muito mais fresquinho). Mas não. Nessa altura estava tudo meio aluado a sonhar com o Dr antes do nome próprio. E eu bem avisei que não ia ser fácil. E não é o trabalho que me assusta. Pois já o conheço bem de outras guerras, ou lutas como queiram. É a falta de tempo. Mas se coordenar-mos bem as coisas, a coisa vai. Agora não me peçam para entrar em lutas sem sentido. E não se esqueçam, que os professores, conforme a colega disse, e bem, também têm muito mais trabalho. Enfim todos temos que trabalhar um pouco mais. Ou mesmo muito mais. Mas não acham que isso já deveria ter acontecido há mais tempo. Acham que há algum valor no que é gratuito? Acham que a cauda da europa é só uma questão geográfica? Não é caros colegas. E apesar de termos acordado tarde, não significa que fiquemos o resto do tempo à espera do D. Sebastião, que nos salvará a todos e virá num dia de nevoeiro. Posso garantir-vos que ele não vem. Portanto é melhor começar-mos a fazer alguma coisa. E tentar, só não chega. É preciso FAZER.

quarta-feira, novembro 15, 2006

......

Deixa o gelo Em brasa... De cabeça perdida. O fósforo. Gelado. semi-frio .... já é verão?

ESTOU A ESCREVER PARA TI !!!

Não, não sou especial. Como tu gostavas. E se o fosse, também não seria o suficiente. Não sou artista. Não sou poeta. ESTOU A ESCREVER PARA TI! Escrevo por vezes, até, sem aparente sentido. Não, não tenho o Dr. antes do nome, nem Eng. Só tenho o meu nome. Não me importo. Não pertenço ao teu grupo de amigos. Não pertenço ao teu grupo de colegas. Não te perteço. Não vires a página. Não me leias em diagonal. ESTOU A ESCREVER PARA TI! Desculpa se já não me lembrar De escrever cartas de amor. De não me lembrar de desenhar nas paredes Corações trespassados por setas tortas. Desculpa por não ter um e-mail dizendo, amote-oteunome@qualquercoisa.qq. Não, não me importo que te rias. Ri-te, mas lê até ao fim. ESTOU a ESCREVER PARA TI! ESCUTA-ME, OLHA-ME. Não, não me conheçes. Não te lembras de me conheçer. Não te importa. Nem sequer escrevo muito bem. Ao teu gosto. Não gostas do que escrevo. Não importa... Talvez eu devesse ter tido Uma carrada de filhos Talvez eu devesse passar os domingos No sofá de barriga emprenhada de cerveja, Ao som do relato futebolistico. De telecomando numa mão e a garrafa Na outra. Talvez a única palavra começada por “a”, Que eu ousasse dizer, fosse um rebuscado Arroto, entre cervejas. Talvez eu devesse ser outra qualquer Pessoa que não eu. Talvez me lesses. Talvez me olhasses. OLHA !!!! ESTOU A ESCREVER PARA TI !!! Talvez eu devesse acreditar em deus, E suplicar que te desse o dom de adivinhar. De me adivinhares. Mas não acredito. Nem sei rezar. Nem faço promessas. Não te posso prometer nada. Não tenho nada para te dar. Não, não é amor.... É muito mais, não sei quê Espera um pouco... Diz-me...

segunda-feira, novembro 13, 2006

Teatro

Sim é teatro. É teatro a vida de cão que carregamos, e que nos roi infinitamente os ossos. É teatro a máscara que se entranha na pele do “politicamente correcto” Primeiro estranha-se depois entranha-se. Bendita água suja do imperialismo, que nos inunda as entranhas. Sim é teatro. E se as árvores não morrem de pé, morrem queimadas. É teatro. E se fingo amar-te é teatro. E se não o fingir também é. É teatro querer escrever poemas. Sem ser poeta. Ser poeta é teatro. São as lágrimas que apagam as máscaras e fazem subir o pano. São teatro. É a gargalhada contida e o esgar de dôr da náusea existencial, é teatro. É um querer incontido de quer pensar a peça. E pedir que começe a cena. É teatro. É a fuga constante dos relógios apressados. E a noite chega. Estou só. Como nunca. Tiro a máscara. Acabou a peça. Deixa-me ouvir o silêncio do teu aplauso.

Uma vez no Trindade...

Lembrei-me de uma peça que vi no Trindade, há muito tempo. Aqui vai no meu lamentável alemão. Die bitteren Tränen der Petra von Kant von Rainer Werner Fassbinder Die erfolgreiche Modeschöpferin Petra von Kant hat sich von ihrem Mann getrennt. Sie verliebt sich leidenschaftlich in die jüngere, laszive Karin und ermöglicht ihr eine Karriere als Mannequin. Karin genießt den Luxus, den Petra ihr bietet, will sich aber von ihren absoluten Besitzansprüchen nicht erdrücken lassen. Petra und Karin sind gegensätzliche Charaktere, die der Wunsch nach dem vollkommenen Glück für eine kurze Zeit verbindet. Doch Karin sieht sich bald in der Position der Stärkeren, die die Berührungen Petras gewährt oder verwehrt. Sie verachtet die Hörigkeit der Geliebten. Die Vision vom Glück zerplatzt für Petra schlagartig, als Karin zu ihrem Mann zurückkehrt. Petra erleidet bittere Qualen, verzweifelt. Aber nach dem Aufruhr der Gefühle beginnt sie zu verstehen, dass sie Karin nicht wirklich geliebt hat, sondern sie nur besitzen wollte. Diese Erkenntnis wirkt wie die Befreiung von einer Obsession. Petra entwickelt Verständnis für andere Menschen: Ihrer Mitarbeiterin Marlene, die von ihr jahrelang gnadenlos ausgebeutet und gedemütigt wurde und die aus bedingungsloser Liebe zu Petra alle ihre Schikanen stumm erduldet hatte, bietet sie eine neue Partnerschaft an. Fassbinder stellt mit diesem Stück die Frage, ob die Liebe nur ein egoistischer Trieb oder aber eine Alternative zum Egoismus ist. Schicksal oder Chance? Fassbinders Stück ist eine Etüde über Macht und Begierde, ein feingesponnenes psychologisches Drama über Unterdrückung und Abhängigkeit, das mit einem Fünkchen Hoffnung endet.

Timbuktu

Paul Auster, publica em 1999 Timbuktu , que nos conta a história de um cão rafeiro, Mr. Bones e do seu dono, Willy, um vagabundo, esquizofrénico. Willy poderia ter sido poeta, mas a doença não o permitiu. Adoptou um rafeiro, para o defender, a quem chamou Mr. Bones, que passou a ser o seu companheiro, guarda e amigo. E é este que nos vai relatando a vida de Willy, dos seus sonhos e desencantos. Se Willy tivesse tido tempo, teria ensinado Mr. Bones a falar mas apenas lhe ensinou a sonhar. A sonhar, com Timbuktu, a terra para onde todos nós vamos, depois de morrer, e onde, muito provavelmente, cães e homens falam a mesma língua. está em cena no Trindade

domingo, novembro 12, 2006

A janela Amarela

vim só fechar a janela amarela está frio amor não faças barulho não digas nada não há vento veste-me da côr oriental desenha.... ... vim só...

Que frio... Brrrrrrrr....

Hello??? 'tá aí alguém?? olha foram-se embora e deixaram a janela aberta! Por isso é que está este frio brrrrr..... Hello?? Jonny? O teu post está relacionado com a figura (triste?) do meu não é?? Pois, a idade do gelo.... Muito bem.... (pausa para gélida gargalhada) ......... mais uma (gargalhada) Fui.......:))))

O gelo

adivinho-te. ao fundo. no fundo......Profundo. No quase fim-de-semana. No quase fim de dia. Quase não te sinto. E paras ali. E passas por aqui. Não me vês. Desvio o olhar para não te ter. E tu não vês. Pausadamente, passas. O gelo queima.... como consegues deixá-lo percorrer-te as veias?

sábado, novembro 11, 2006

The End

E assim termina o nosso blog. Primeiro porque dizem que na natureza e na blogosfera nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.... talvez se transforme. Talvez eu, o João (jonnykid) e a Mafalda (babyjane), nos transformemos. Talvez nos encontremos ainda, por aí, por aqui em qualquer lado. Adeus, abraços para todos.... :) PS: Revelei o nome dos outros autores por eles deixaram. Mas e o meu? ..... Se adivinharem....;)

Tela

Aqui está. Tira um. Tenta. Tenta-me. Em qualquer lado. Nas voltas que trocas. Nas revoltas....das teclas que me prendem os dedos

Quem sou?

É a segunda vez esta semana que me perguntam. Um políedro de vários lados que vais habilmente lapidando roubando a cada aresta a tentativa de cair na tentação......???

O biólogo

Biólogo não respira, quebra carboidratos. Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo. Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema. Biólogo não elogia, descreve processos. Biólogo não tem reflexos, tem mensagem neurotransmitida involuntária. Biólogo não facilita discussões, catalisa substratos. Biólogo não faz o amor, copula. Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário. Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais. Biólogo não pensa, faz sinapses. Biólogo não se assusta, recebe resposta galvânica incoerente. Biólogo não chora, produz secreções lacrimais. Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs. Biólogo não se apaixona, sofre reações químicas. Biólogo não perde energia, gasta ATP. Biólogo não divide, faz meioses. Biólogo não faz mudanças, processa evoluções. Biólogo não se desprende do espírito, transforma sua energia. Biólogo não deixa herança, deixa pool gênico.

Amor Planktónico

Tenha paciência ao caminhar com ele na rua. É provável que ele faça paradas freqüentes...sempre há uma formiga carregando uma folha gigantesca nas costas ou uma samambaia disposta de uma forma estranha num buraco do muro. Ele acha isso incrível!!! Toda vez que vcs entrarem em qualquer assunto que envolva a área dele, ele se empolgará. Finja que presta atenção no que ele diz. Finja que está entendendo também. Simplesmente ignore quando o encontrar de quatro, agachado sobre o musgo... e faça o possível para que ele não te veja, pois uma vez que isso acontecer ele começará o discurso em biologuês: “são briófitas! São as plantas mais primitivas! Você acredita que elas não têm nem vasos condutores? E elas ainda dependem da água para a fecundação e...” É provável que ele prefira ir para o congresso de Mastozoologia ao in vés daquela viagem romântica. Vc quer ajuda-lo? Mostre que há outras coisas no mundo, por exemplo... convide-o para ir a um museu de arte. Ou a um grupo de discussão sobre literatura. Ele terá tendência a chamar pinheiros de gimnospermas. E a pinha (de onde vem o pinhão) de estróbilo. Não, ele não é um maníaco suicida se decidir entrar numa jaula para mergulhar com tubarões-brancos. Mas também não deve estar em seu juízo perfeito. É melhor vc assistir filmes como A Era do Gelo e Procurando Nemo com amigos que não sejam biólogos. Caso contrário, vc ouvirá, durante o filme: “ah, mas baleias não têm essa conexão entre a boca e o nariz, o Marlin e a Dori nunca poderiam ter saído pelo nariz dela!” E quem se importa??

Dolly 4ever

Creio no DNA todo poderoso criador de todos os seres vivos, creio no RNA, seu único filho, que foi concebido por ordem a graça do DNA polimerase. Nasceu como transcrito primário padeceu sobre o poder das nucleases, metilases e poliadenilases. Foi processa, modificado e transportado. Desceu do citoplasma e em poucos segundos foi traduzido à proteína. Subiu pelo retículo endoplasmático e o complexo de Golgi E está ancorado à direita de uma proteína G Na membrana plasmática De onde há de vir a controlar a transdução de sinais Em células normais e apoptóticas Creio na Biologia Molecular Na terapia gênica e na biotecnologia No seqüenciamento do genoma humano Na correção de mutações Na clonagem da Dolly Na vida eterna. Amém

Diálogo no decorrer da mitose

Diz um cromossoma para outro: -"Cromos_somos" bonitos!!! .. mais uma gargalhada minimamente contida antes da ascensão polar dos ditos...;)

Deus joga aos dados?

-Não. Os ratos fazem-no. -E as enzimas também. -Fazem o quê?? -Fazem o amor? -Como? -"enzima" uma da outra. (...gargalhada quase arrepiantemente catalizadora;)

Psi

Psicólogo não adoece, somatiza. Psicólogo não estuda, sublima. Psicólogo não fofoca, transfere. Psicólogo não conversa, pontua. Psicólogo não fala, verbaliza. Psicólogo não faz o amor, libera libido. Psicólogo não é indiscreto, é espontâneo. Psicólogo não tem idéias, tem insights. Psicólogo não resolve problemas, fecha gestalts. Psicólogo não pensa nisso, respira nisso. Psicólogo não muda de interesse, muda de figura e fundo. Psicólogo não come, internaliza. Psicólogo não pensa, abstrai. Psicólogo não é gente, é um estado de espírito. Psicólogo não elogia, reforça. Psicólogo não dá exemplo, faz modelação. Psicólogo não seduz, faz aproximações sucessivas. Psicólogo não surpreende, libera reforço interminente. Psicólogo não finge, faz ensaio comportamental. Psicólogo não muda de vida, opera no ambiente. ................. DSEP - Disordem de Stress do Estagiário em Psicologia Sintomas incluem, embora não estejam limitados a: 1. Vontade de estrangular qualquer pessoa que te diz "Vc está tendo problemas pessoais? VOCÊ deveria saber como sair dessa, vc é o psicólogo. Hehehe". 2. Quando alguém acusa vc de "anti-social" pq vc tem que estudar em vez de sair, vc grita "Não, eu sou obsessivo-compulsivo! Se eu fosse anti-social, eu mandaria você à merda agora mesmo..." 3. Compulsão a diagnosticar e designar planos de tratamento para personagens de TV. 4. Morrer de vontade de curtir uma aventura relaxante, como compras na mercearia, por exemplo. 5. Brincar na internet a noite toda para evitar qualquer atividade "produtiva" (como definiu seu professor). Essa desordem é causada por: 1. Tentativas de entrar em acordo com pessoas que estão completamente fora da realidade -- ou seja, professores. 2. Uma média de 3 hs de sono por semana. 3. Trabalho de dois turnos, além de aulas e estágio, para pagar suas despesas acadêmicas. 4. Uma dieta de pão e chocolate, ingeridos no caminho da aula pro trabalho pra aula. 5. Família, amigos e conhecidos q acreditam que vc estará sempre 24 hs livre para escutá-los, e q vc nunca tem nenhuma necessidade emocional vc mesmo.

Stick Puppets

jonny, minima-mente (bem-passado) e babyjane (mafalda)... enfim nós. Desculpem-nos se os nicks provocarem alguma ilustre naúsea académica. Foi o que se pode arranjar. Como já devem ter reparado hoje tenho o blog só para mim. Vai haver..... stickada. ;)

sexta-feira, novembro 10, 2006

Segnali di vita

Il tempo cambia molte cose nella vita il senso le amicizie le opinioni che voglia di cambiare che c'è in me si sente il bisogno di una propria evoluzione sganciata dalle regole comuni da questa falsa personalità. Segnali di vita nei cortili e nelle case all'imbrunire le luci fanno ricordare le meccaniche celesti. Rumori che fanno sottofondo per le stelle lo spazio cosmico si sta ingrandendo e le galassie si allontanano ti accorgi di come vola bassa la mia mente? È colpa dei pensieri associativi se non riesco a stare adesso qui. Segnali di vita nei cortili e nelle case all'imbrunire...

Lobos como nós

tou que nem posso...

Momentos dramáticos

Ainda está minima_mente no contexto

quinta-feira, novembro 09, 2006

Apenas

hoje apenas... um turbilhão de vazio

terça-feira, novembro 07, 2006

...das estrelas

o branco é o conjunto de todas as cores. do arco-iris. o caminho das estrelas está no branco dos olhos que me penetram o olhar castanho. já vi os teus olhos...?

Estranho

Que estranho hoje também vi o arco-iris no céu lá bem no céu entre claves de sol desenhando um adaggio que não consigo ouvir e não sei o caminho das estrelas .....que...estranho

segunda-feira, novembro 06, 2006

Face oculta

E as estrelas esvoaçaram doidas por entre os olhos do universo A lua embriagada mostra o arco-íris tatuado na face oculta

domingo, novembro 05, 2006

Chaves

Para os mais atentos, que repararam no facto de eu andar sempre de chaves na mão, a resposta às inquietas mentes está na ilustração. Bem mas voltando à terra, hoje quero falar sobre uma pessoa, que mal conheço. Aliás se a encontrar no vetusto edifício que preenche parte das minhas noites, não a consigo reconhecer. E voçês perguntam: “ Vais falar de uma pessoa que não conheçes, porquê?”. Porque me apetece. E quem é a pessoa em questão? É uma professora. Foi minha professora. E voltavam a perguntar: “ Então sempre a conheçes?!”. É conheço só que não me lembro dela fisicamente, pois só fui a duas aulas. E agora pergunto eu: “Porque vou escrever sobre ela, eu que mal a conheço?”. Sim, sim, já se sabe que é porque me apetece. Mas esta vontade de escrever, sobre alguém, de quem apenas conheço as linhas, as letras que imprimem na minha blogosfera, uma outra realidade, surgiu há algum tempo. Andando eu nas minhas viagens pela blogosfera, fui parar ao seu blog, por mero acaso. E de repente vejo um post sobre bolonha, que me deixou... e então comentei. Quase ferozmente. Mas o mais grave é que o fiz, sem me identificar. Não propositadamente, mas porque cliquei, antes de tempo. Enfim já está. Noutro dia, voltei lá, e reparei que alguém que também tinha omitido o nome, focava um aspecto, que me sensibilizou. A professora em questão, além da disponibilidade total para com os alunos, ainda partilha com eles, momentos da sua vida particular. Isto, nos dias de hoje, é raro. Todos temos “nicknames”, todos colocamos a máscara, na hora de encarnarmos o personagem ciber, que julgamos saber interpretar. E lá vamos nós pelo ciber espaço, às voltas pela blogosfera. Soltos, livres, sem nome, nem número aparente. Mas ela não. Sem “nickname”, sem máscara ou camuflagem, ali está no seu blog. Muito mais livre que nós, ostentando o seu nome próprio. Dando-nos uma leveza, e ao mesmo tempo uma panóplia de profundas emoções. Referindo-me agora a um comentário que ela mesmo fez, interrogando-se sobre o rumo do seu blog, quase que arriscaria dizer que o rumo pouco importa, pois a viagem será sempre recheada das mais diversas sensações e percepções. Até já ali no corredor...Profª!

on-line

O absurdo de estares a umas teclas de distância

de quase te sentir

O absurdo de não conseguir

O silêncio absoluto

E a distância cavalga de "anima"

Em chamas

Enxames

Cardurmes

O céu iluminado não mostra as estrelas

Ainda aí estás?

Porquê?

...

Light my fire - Doors

hoje perdi a cabeça...................

sábado, novembro 04, 2006

Lua cheia

noite de lua cheia.......
Pinguins.... Bananas.... E elevadores.... Faz todo o sentido

" Get well soon !!!"

sexta-feira, novembro 03, 2006

Transparências

Ontem A lua O branco A nuvem O cinzento Chove Muito Vazio Esvazio Transparente Tu?

quarta-feira, novembro 01, 2006

Do mar

Afinal nenhuma se perdeu....