domingo, novembro 05, 2006

Chaves

Para os mais atentos, que repararam no facto de eu andar sempre de chaves na mão, a resposta às inquietas mentes está na ilustração. Bem mas voltando à terra, hoje quero falar sobre uma pessoa, que mal conheço. Aliás se a encontrar no vetusto edifício que preenche parte das minhas noites, não a consigo reconhecer. E voçês perguntam: “ Vais falar de uma pessoa que não conheçes, porquê?”. Porque me apetece. E quem é a pessoa em questão? É uma professora. Foi minha professora. E voltavam a perguntar: “ Então sempre a conheçes?!”. É conheço só que não me lembro dela fisicamente, pois só fui a duas aulas. E agora pergunto eu: “Porque vou escrever sobre ela, eu que mal a conheço?”. Sim, sim, já se sabe que é porque me apetece. Mas esta vontade de escrever, sobre alguém, de quem apenas conheço as linhas, as letras que imprimem na minha blogosfera, uma outra realidade, surgiu há algum tempo. Andando eu nas minhas viagens pela blogosfera, fui parar ao seu blog, por mero acaso. E de repente vejo um post sobre bolonha, que me deixou... e então comentei. Quase ferozmente. Mas o mais grave é que o fiz, sem me identificar. Não propositadamente, mas porque cliquei, antes de tempo. Enfim já está. Noutro dia, voltei lá, e reparei que alguém que também tinha omitido o nome, focava um aspecto, que me sensibilizou. A professora em questão, além da disponibilidade total para com os alunos, ainda partilha com eles, momentos da sua vida particular. Isto, nos dias de hoje, é raro. Todos temos “nicknames”, todos colocamos a máscara, na hora de encarnarmos o personagem ciber, que julgamos saber interpretar. E lá vamos nós pelo ciber espaço, às voltas pela blogosfera. Soltos, livres, sem nome, nem número aparente. Mas ela não. Sem “nickname”, sem máscara ou camuflagem, ali está no seu blog. Muito mais livre que nós, ostentando o seu nome próprio. Dando-nos uma leveza, e ao mesmo tempo uma panóplia de profundas emoções. Referindo-me agora a um comentário que ela mesmo fez, interrogando-se sobre o rumo do seu blog, quase que arriscaria dizer que o rumo pouco importa, pois a viagem será sempre recheada das mais diversas sensações e percepções. Até já ali no corredor...Profª!

1 comentário:

Anónimo disse...

Hoje não tomaste as gotas, pois não??
;)